22 de setembro de 2017

Trens novos prometidos por Alckmin tomam sol e chuva à espera de testes

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Superlotação, atrasos e falhas constantes. Esses são ingredientes conhecidos por qualquer usuário frequente das linhas da CPTM, na Grande São Paulo. Enquanto isso, a 110 km da capital paulista, vagões novos, já pintados com o símbolo da companhia, acumulam poeira e tomam sol e chuva no pátio da fábrica. São cerca de 80 vagões (o equivalente a dez trens inteiros).

Eles estão espalhados pelo terreno e galpão da espanhola CAF, a fabricante, na cidade de Hortolândia –a reportagem da Folha sobrevoou o local nesta semana. O motivo alegado para esse cenário é um gargalo na estrutura de testes obrigatórios dos novos trens antes de entrarem em circulação na rede sob a administração do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

São duas as empresas fornecedoras de novos trens: a CAF e a coreana Hyundai. Por contrato, cada uma delas tem direito a apenas quatro espaços de cada vez para testes nos trilhos da estatal. Sendo assim, qualquer atraso vira um entrave para toda produção. Alckmin chegou a anunciar que os trens demorariam somente um mês para serem testados.

Desde maio, porém, a espera tem sido de dois meses, em média. Nesse ritmo, todos os 47 trens (quase 400 vagões) que ainda restam ser entregues só chegariam à população em 2019, três anos após a previsão inicial.


O governo do Estado diz que, se as fabricantes solucionarem os defeitos encontrados pelos engenheiros da CPTM na hora dos testes, a liberação seria agilizada –cabe à estatal aprovar os trens. Uma solução seria a ampliação do número de trilhos da CPTM dedicados aos testes, atualmente entre as estações Lapa e Presidente Altino. Mas, para a estatal, essa medida implicaria em novo prejuízo ao já complicado tráfego.

O pagamento pelos novos trens é feito de maneira parcelada. Parte no início da fabricação (28,5%), outra parcela na saída da fábrica para testes (29,25%) e uma terceira quando os trens completam os testes (29,25%). A quarta parte é paga quando eles são aprovados em simulações na linha em que serão utilizados (10%). O último pagamento ocorre depois dos últimos testes já com passageiros (3%). Exemplo: um trem pronto para testes, mas parado na fábrica, já custou ao governo do Estado cerca de R$ 8 milhões. Após todos os testes, as empresas receberiam ainda mais cerca de R$ 20 milhões.

O governo Alckmin afirma que não há falta de dinheiro para pagamento dos trens. No final deste mês, dois trens devem deixar a fase de testes e liberar espaço para novas composições. Cerca de R$ 20 milhões foram aplicados em multas às duas empresas devido a atrasos de entrega. Além do atraso, o Ministério Público investiga falhas de produção nesses lotes, o que, em tese, atrasaria a liberação dos trens. Procurada, a CAF não quis comentar o contrato ou os trens parados em sua fábrica.

A Hyundai diz estar empenhada em cumprir o contrato. Com 260 km de trilhos em operação, a CPTM transporta em média 2,8 milhões de passageiros por dia, em seis linhas que ligam São Paulo a outras cidades da Grande SP. CONTRATOS O contrato com as duas empresas, de quase R$ 2 bilhões, foi assinado quatro anos atrás. Mas, de um lote de 65 trens, apenas 18 estão em uso. Todos eles deveriam já estar rodando desde 2016 nas linhas 7-rubi (que liga a capital a Jundiaí e transporta 450 mil passageiros por dia) e 11-coral (que corta a zona leste e segue até Mogi das Cruzes, com um total de 724 mil passageiros diários).

O primeiro tropeço do contrato foi a falência da Iesa, uma das empresas que formava consórcio com a Hyundai. A coreana, então, assumiu o compromisso de entrega de 30 trens, mas teve que refazer todo seu planejamento. A inauguração da fábrica onde seriam montados os vagões só ocorreu em março do ano passado. O governo chegou a divulgar que a Hyundai entregaria os 30 trens até agosto de 2016, mas o prazo não foi cumprido. Até agora apenas três trens deste lote foram entregues. Já a CAF demorou para aprovar os trens fabricados nos testes exigidos pela CPTM.

Segundo o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o primeiro trem da espanhola demorou 13 meses para obter os certificados de todos os testes da estatal. Por isso, o governo paulista só colocou o primeiro trem destes contratos para rodar em julho do ano passado, um mês após o prazo contratual de entrega de todo o lote. A expectativa do governo era de que, após o primeiro teste, as aprovações seguintes seriam mais fáceis. Nessa época, o governador paulista anunciou que a CPTM inauguraria, em média, quatro trens novos por mês.

Prorrogando a promessa inicial, ele disse que até o fim de 2017 as 65 composições estariam funcionando. Mas o ritmo está abaixo do esperado. Alckmin tem pressa, já que deixará o cargo em abril para a disputa das eleições do ano que vem. Ele trava uma disputa interna no PSDB com o prefeito João Doria para a escolha do candidato do partido ao Palácio do Planalto.

FORNECEDORAS

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) diz que a demora pela entrega dos trens se deve às fornecedoras do contrato. Já a CAF não se manifestou sobre o caso, e a Hyundai diz que está trabalhando para entregar os trens. Para o governo, que prometeu os trens para 2016, as duas indústrias contratadas encontraram dificuldades e, assim, atrasaram a produção. "A CAF, infelizmente, tinha como prazo colocar o primeiro trem em operação em três meses, mas ela demorou 13 meses. A Hyundai é um problema maior ainda, pois ela se associou à Iesa, que quebrou. A grande dificuldade do contrato é colocar o trem em operação [aprová-los no teste]", disse Clodoaldo Pelissioni, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos.

Segundo o secretário, os testes nos trilhos são importantes para identificar falhas não verificáveis pela CPTM na fábrica das fornecedoras. "Choveu dentro do trem e tivemos que trocar a vedação no período de testes", disse. A Hyundai diz acreditar que se a estrutura para testes da CPTM fosse ampliada, seria possível a liberação de mais trens. A empresa afirma ainda ter investido sozinha R$ 100 milhões na construção de sua fábrica no Brasil. A CAF não comenta o contrato, alegando sigilo contratual.


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/09/1920667-trens-novos-prometidos-por-alckmin-tomam-sol-e-chuva-a-espera-de-testes.shtml

80 novos vagões para linhas da CPTM estão ao relento

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Enquanto passageiros da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), empresa do governo Geraldo Alckmin (PSDB), enfrentam superlotação, atrasos e falhas constantes, a 109 km de São Paulo, vagões novos, pintados com o símbolo da companhia, tomam sol e chuva em pátios.

São cerca de 80 vagões (o equivalente a dez trens inteiros).

Eles estão espalhados pelo terreno e galpão da espanhola CAF, a fabricante, na cidade de Hortolândia.

A coreana Hyundai também é fornecedora dos trens.

O contrato com as duas empresas, de quase R$ 2 bilhões, foi assinado há quatro anos.

Mas, de um lote de 65 trens, apenas 18 estão em uso.

Todos eles deveriam já estar rodando desde 2016 nas linhas 7-rubi (que liga a capital a Jundiaí e transporta 450 mil passageiros por dia) e 11-coral (que corta a zona leste e segue até Mogi das Cruzes, com um total de 724 mil passageiros diários).

Resposta

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) diz que a demora pela entrega dos trens se deve às fornecedoras do contrato.

Já a CAF não se manifestou sobre o caso e a Hyundai diz que está trabalhando para entregar os trens.

Para o governo, que prometeu os trens para 2016, as duas empresas contratadas encontraram dificuldades.

"A CAF, infelizmente, tinha como prazo colocar o primeiro trem em operação em três meses, mas ela demorou 13 meses. A Hyundai é um problema maior ainda, pois ela se associou à Iesa, que quebrou", disse Clodoaldo Pelissioni, secretário dos Transportes Metropolitanos.

Segundo ele, os testes nos trilhos são importantes para identificar falhas não verificáveis pela CPTM na fábrica.

A Hyundai diz acreditar que se a estrutura para testes fosse ampliada, seria possível a liberação de mais trens.

A empresa diz ainda ter investido sozinha R$ 100 milhões na fábrica no Brasil.



http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/2017/09/1920755-80-novos-vagoes-para-linhas-da-cptm-estao-ao-relento.shtml

21 de setembro de 2017

Estações Luz e República fecham neste domingo, dia 24

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 Os passageiros devem ficar atentos a mudanças na operação da Linha 4-Amarela neste domingo, dia24 de setembro. As estações Luz e República estarão fechadas para embarque e desembarque durante toda a operação comercial (4h40 à meia-noite).

A restrição operacional ocorrerá para execução de obras na futura estação Higienópolis-Mackenzie, sob responsabilidade da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô. Caso os serviços terminem antes do programado, a operação normal será retomada.

Os passageiros poderão utilizar o próprio sistema metroviário para realizar seus trajetos. Os usuários que entrarem nas estações Butantã, Pinheiros, Faria Lima e Fradique Coutinho com destino às estações República e Luz devem desembarcar em Paulista e seguir viagem usando a integração com a Linha 2-Verde do Metrô.

Na estação Luz, os passageiros devem utilizar a integração com a Linha 1-Azul do Metrô. Quem estiver na estação República pode fazer a transferência para a Linha 3-Vermelha do Metrô para prosseguir sua viagem pelo sistema. As estações República (Linha 3-Vermelha) e Luz (Linha 1-Azul) do Metrô funcionam normalmente. A operação será normal nas demais estações da Linha 4-Amarela no trecho entre as estações Paulista-Butantã.

Com a operação diferenciada deste domingo, a orientação aos usuários será reforçada em toda a Linha 4-Amarela com cartazes, mensagens sonoras e veiculação de informações nos monitores de TV das estações, plataformas e trens. A equipe de atendimento também está preparada para auxiliar os usuários nos deslocamentos, minimizar os impactos das mudanças e garantir a segurança.

Informações adicionais podem ser obtidas na Central de Atendimento (0800 770 7100), de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 22h, sábado e domingo, das 8h às 18h. Outros canais de comunicação também estão à disposição, como a Ouvidoria (ouvidoria@viaquatro.com.br) e o Fale Conosco no link http://www.viaquatro.com.br/fale-conosco

ViaQuatro

Doria vai exigir que bicicleta compartilhada possa ser paga com Bilhete Único

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Prefeito de São Paulo assinou decreto para regular serviço de empréstimo de bicicletas na cidade. Tucano quer que morador da periferia também possa dormir com a bike em casa.


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou nesta quinta-feira (21) um decreto para regular o sistema de compartilhamento de bicicletas na cidade nos mesmos moldes que já faz com o serviço de caronas pagas, como o prestado pelo Uber.

O empréstimo de bicicletas será, então, ampliado, e poderá ser oferecido por diversas empresas, desde que elas cumpram a regras determinadas pela Prefeitura. Hoje, o serviço é oferecido apenas por duas operadores, patrocinadas pelos bancos Itaú e Bradesco.

Muitas das regras, como o preço máximo que poderá ser cobrado pelos empréstimos, ainda serão definidas pelo Comitê Municipal de Uso do Viário. A Prefeitura, porém, já adiantou as diretrizes que quer que as novas interessadas em prestar o serviço sigam. As principais demandas passam pela forma de pagamento e a devolução das bikes após o uso.

A gestão Doria vai exigir que todas as operadoras ofereçam a opção de pagar pelo empréstimo com o Bilhete Único. “Não será permitido que as empresas exijam que apenas quem tem cadastro bancário, a população ‘bancalizada’, possa ter acesso ao sistema”, justificou o secretário de Transportes, Sérgio Avelleda.

Bike em casa

A Prefeitura também quer que os moradores da periferia tenham a possibilidade de “dormir” com as bikes. Ou seja, que a devolução de um empréstimo possa ser feita apenas no dia seguinte, sem a cobrança de taxas. “Para chegarem do trabalho no final do dia, em um terminal de ônibus, encontrarem a bicicleta e terem ela para ir a sua casa e voltar no dia seguinte”, explica Avelleda.

Para Avelleda, o empréstimo prolongado permitirá uma maior integração com outros meios de transporte: "É difícil sair do Grajaú e vir para o Centro de bicicleta. Poucos tem a habilidade física para isso. Mas sair do Grajaú com destino ao Terminal Grajaú, para fazer sua primeira perna de bicicleta e a segunda no transporte público, é muito factível".

A preocupação com a questão dos furtos é pequena, segundo o secretário. "Os operadores atuais não têm uma grande reclamação com a questão do furto de bicicletas. Não é um problema muito elevado. Primeiro que as bicicletas são controladas remotamente por georreferenciamento", afirmou.
Distribuição e contrapartidas

A Prefeitura estima que, na primeira etapa de credenciamento, cerca de 10 mil novas bikes já sejam disponibilizadas para a população. A distribuição deste reforço é outra exigência da administração municipal, que quer espalhar a oferta de bikes pela cidade, em especial nas regiões periféricas, tirando o atual protagonismo do Centro e da Zona Oeste.

As futuras parceiras da Prefeitura terão que compartilhar dados com a Secretaria Municipal de Transportes, como a origem e o destino das viagens feitas com as bicicletas - a expectativa é que as informações sejam úteis para melhorar as rotas dos ciclistas. Em troca, as empresas poderão explorar a publicidade nas bikes, que terão design padrão, e nas estações - desde que respeitem a Lei Cidade Limpa.

Planos futuros

As operadoras atuais terão 180 dias para se adequar às novas determinações. Apostando no sucesso do novo formato, a gestão Doria já faz planos até mais ousados. Seguindo o exemplo da cidade chinesa Shenzhen, visitada pelo prefeito no fim de julho, a ideia é que as bicicletas possam ser pegas e devolvidas fora de estações em breve.

"Já está disseminado em várias cidades do mundo as bicicletas sem estação. Ela tem uma trava própria que você libera com a aproximação do seu celuluar, do aplicativo. Tem um QR code na bike, o sistema lê e libera a trava. Remotamente ela é liberada e você pode usar. Quando terminar a viagem, você trava a biclicleta e ela fica disponível para outro usuário", explica Avelleda.

O plano ainda não tem data para ser colocado em prática por conta da preocupação da Prefeitura com onde as bicicletas serão deixadas sem estações para guardá-las. "Nós teremos muito cuidado com isso para que as calçadas não sejam afetadas na sua acessibilidade, para que os pedestres não tenha diminuída a sua acessibilidade". Uma das alternativas estudadas, também espelhada na China, é delimitar áreas em que elas possam ser estacionadas.


G1 https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/doria-vai-exigir-que-bicicleta-compartilhada-possa-ser-paga-com-bilhete-unico.ghtml

Governo estuda acabar com o horário de verão

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O horário de verão está previsto para começar no dia 15 de outubro, em 2017 (Damien Meyer/AFP/VEJA)
A Casa Civil analisa o assunto com base em um estudo feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico

Uma proposta sobre a viabilidade de manter o horário de verão está  sendo analisada pelo governo federal. A Casa Civil analisa o assunto com base em um estudo feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo o ONS, mudanças no perfil de consumo ocorridas nos últimos anos fizeram com que a medida trouxesse resultados “próximos à neutralidade” em relação à economia de energia e redução de demanda por carga.

O horário de verão está previsto para começar no dia 15 de outubro deste ano. Em vigor no Brasil desde 1931, a alteração nos relógios que ocorre entre o fim e o início de cada ano visa distribuir melhor o consumo de energia, reduzindo custos operacionais. Isso ocorre em razão da maior incidência de luz natural no período. Com mais tempo de claridade, o acionamento de iluminação elétrica e também de outros aparelhos, como chuveiros, é postergado, diminuindo o pico de demanda no sistema elétrico do país.


http://veja.abril.com.br/economia/governo-estuda-acabar-com-o-horario-de-verao/


As notícias veiculadas acima, na forma de clipping, são acompanhadas dos respectivos créditos quanto ao veículo e ao autor, não sendo de responsabilidade do blog Diário da CPTM.
Observações:

  • Último trem do terminal de Jundiaí para Francisco Morato tem partida programada às 23h30.
  • A transferência entre linhas é garantida desde que o usuário esteja em sua última estação de transferência até as 00h. Para mais informações, confira o Regulamento de Viagem. ​​​​
De domingo a 6ª feira, das 4h à meia-noite, e aos sábados das 4h à 1h (sentido único, do centro de São Paulo para os bairros e municípios da Região Metropolitana).